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title: "IA e machine learning: fintechs podem fornecer capital de giro?"
description: Fintechs podem desbloquear potencial de capital de giro para empresas. Veja como inteligência artificial e machine learning ajudam no crédito.
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# [IA e machine learning: fintechs podem fornecer capital de giro?](https://blog.cubo.itau/ia-e-machine-learning-fintechs-podem-fornecer-capital-de-giro)

 Escrito por [Cubo](https://blog.cubo.itau/author/cubo) | 19/07/22 14:00

O capital de giro é uma das principais ferramentas para fortalecer a **saúde financeira **de qualquer empresa. Em parceria com os bancos tradicionais, as fintechs estão criando novas soluções, a partir de inteligência artificial (IA) e de machine learning, para tornar as operações mais acessíveis e eficientes.

A gestão de finanças mais tradicional envolve técnicas para buscar **antecipar as entradas de recursos e adiar as saídas para garantir um bom fluxo de caixa**. Essa é uma tarefa que qualquer gestor humano consegue fazer com o auxílio de planilhas de Excel em pequenos negócios ou de softwares em estruturas maiores.

Em dias de "vacas gordas", as empresas tendem a não se preocupar muito com a liquidez. Nos momentos de crise, a questão ganha mais atenção devido a menor disponibilidade de recursos imediatos no mercado. **Algumas vezes, é mais barato captar recursos fora do que queimar o próprio caixa**.

É aí que entra um gerenciamento de capital mais moderno. Aplicações mais poderosas ampliam a compreensão das finanças, proporcionando novas ferramentas, como a **redução de risco, a otimização de balanço e até o fornecimento de liquidez para toda a cadeia de suprimentos**. Para que esse processo mais complexo aconteça, a automação das decisões é fundamental.

## O gap da automação

 

Grandes empresas podem ter dificuldade de excluir a intervenção humana de seus processos financeiros. (Fonte: Shutterstock/Reprodução)

Um estudo realizado pelas consultorias Capgemini e Longitude com 500 executivos seniores de finanças de empresas da América do Norte e da Europa com receita anual superior a US$ 2 bilhões demonstrou **o gap da gestão das companhias frente ao potencial das ferramentas digitais**.

Até 69% das funções financeiras poderiam ser automatizadas a curto prazo. Apesar disso, **menos da metade dos processos financeiros é totalmente ou quase automatizada** em setores diversos, como produtos de consumo, varejo, serviços financeiros, manufatura, mídia e entretenimento.

Uma pequena parcela, equivalente a um quarto das empresas, lidera a utilização de tecnologias para facilitar a gestão de finanças. Esse grupo seleto já automatizou, ainda que parcialmente, todos os processos abordados no levantamento, enquanto o restante ainda tem **um caminho longo para percorrer na transformação digital**.

Se as **big companies dos países desenvolvidos ainda precisam avançar muito **para melhorar a automação de seu gerenciamento financeiro, no caso das organizações menores em nações em desenvolvimento, como o Brasil, a situação é mais complicada.

**As médias, pequenas e microempresas podem sofrer, de forma indireta, os efeitos colaterais pela ausência da digitalização** de processos das instituições maiores. Por exemplo, muitas vezes, os bancos preferem se negar a realizar as operações de capital de giro, pois o volume baixo não justifica o custo de um profissional experiente avaliar o potencial de inadimplência.

Mas isso não precisa ser assim. As **tecnologias tornam a avaliação do risco mais viável**. A automatização permite a realização de pontuação de crédito para pequenos negócios com muito mais frequência do que os empréstimos tradicionais, dando impulso a milhares de boas ideias de negócios.

## Como começar a automação da gestão financeira?

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Soluções desenvolvidas por fintechs fornecem insights preciosos que ajudam a dar maior confiança e baratear os custos financeiros. (Fonte: Shutterstock/Reprodução)

Um gestor financeiro, ainda que tenha larga experiência e um olhar afiado, não consegue avaliar a saúde de diversos processos ou organizações ao mesmo tempo em questão de segundos. Mas **uma máquina é capaz de fornecer insights sem muita dificuldade** após ser alimentada com um conjunto absurdo de dados.

Essa abordagem inovadora permite **identificar os problemas e testar as alternativas das operações comerciais em situações hipotéticas**, antes de encarar a solução real, economizando recursos e um tempo precioso. Quando feita, a automação financeira é realizada com três objetivos principais:

- **eficiência do processo;**

- **melhoria do planejamento financeiro;**

- **aperfeiçoamento da conformidade.**

Contudo, **não basta dar um input nas informações e aguardar a mágica acontecer**. Os formatos de entrada passíveis de erros devem ser eliminados, e os demais dados precisam ser padronizados para alcançar a sinergia máxima.

O uso de sistema de gestão integrado, ou **E**nterprise **R**esource **P**lanning (ERP), deve ser otimizado para permitir que os processos sejam uniformizados. Isso permite identificar as oportunidades para implantar a **R**obotic **P**rocess **A**utomation (RPA), definindo regras a serem executadas de forma repetida.

Depois dessa etapa introdutória, a solução de RPA pode ser combinada com IA para multiplicar as possibilidades de tarefas a serem realizadas sem intervenção humana. Com o aprendizado de máquina a partir das interações, os processos melhoram conforme a utilização, e **a evolução praticamente não tem limites**.

## O papel das fintechs

**De modo geral, grandes corporações demandam de cooperação para inovar**. Por isso, buscam atrair startups capazes de identificar as dores antes de serem percebidas e fornecer o remédio certo para a situação.

Não à toa, essas organizações costumam incorporar as novas ideias em seus negócios. **As fintechs conseguem desenvolver produtos de forma ágil,** abusam das novas tecnologias e estão sempre atentas às tendências dos mercados tech e financeiro.

A prova de seu sucesso é que, no Brasil, segundo pesquisa da KPMG e da Associação Brasileira de Private Equity e Venture Capital (Abvcap), quase 30% dos R$ 46,5 bilhões aportados por fundos de venture capital em startups no último ano foram para os bolsos das fintechs e [insurtechs](https://blog.cubo.itau/insurtech-qual-o-futuro-das-seguradoras). 

Os investidores estão apostando alto na redução da burocracia e no aumento da inclusão bancária para alavancar os resultados. Isso porque essas soluções podem ser adaptadas e aprimoradas para atender os anseios de empresas de todos os tamanhos. É o famoso win-win!

[Continue acompanhando do blog do Cubo Itaú para conhecer mais sobre o mundo a inovação e o universo das startups!](https://blog.cubo.itau/)

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**Fonte**: Simply, FMI, HypoVereinsbank, OCDE, Abvcap.

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